Sensor de Fumaça · NBR 17240

Laudo de Sensores de Fumaça

Avaliação técnica dos detectores de fumaça (ópticos e iônicos) exigida pelo Corpo de Bombeiros: testes individuais de sensibilidade, verificação do espaçamento e da área de cobertura em planta, integração com a central de alarme conforme NBR 17240 e IT-19.

O Que É o Laudo de Sensor de Fumaça

Documento técnico específico que comprova ao Corpo de Bombeiros que os detectores automáticos de fumaça da edificação estão corretamente especificados, distribuídos e operacionais — com sensibilidade aferida, área de cobertura adequada e integração à central de alarme conforme NBR 17240 e IT-19 do CBPMESP.

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NBR 17240 — Detectores Pontuais

Define os requisitos específicos para detectores pontuais de fumaça: tipos (óptico, iônico, multissensor), área máxima de cobertura (81 m² em pé-direito até 3 m), distância máxima entre detectores (9 m) e de paredes (4,5 m).

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Tipos de Detector

Óptico (fotoelétrico): combustão lenta com fumaça visível. Iônico: combustão rápida com chamas. Multissensor: combina óptico, térmico e/ou CO. A escolha depende do risco do ambiente.

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Engenheiro com ART

Laudo firmado por engenheiro eletricista ou eletrônico, com ART no CREA, contendo planta com posicionamento dos detectores, especificação técnica, ensaios e declaração de conformidade.

Edificações que Exigem Detectores

A IT-19 do CBPMESP define ocupações e áreas em que a detecção automática de fumaça é obrigatória.

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Hotéis e Pousadas

Quartos, corredores e áreas comuns devem ter detectores ópticos. Detecção precoce em áreas de pernoite é vital para evacuação noturna segura.

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Hospitais e Clínicas

Áreas de internação, UTIs, corredores e centros cirúrgicos demandam detecção sensível e integrada com a brigada e elevadores de emergência.

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Escolas e Instituições

Salas de aula, bibliotecas, laboratórios e auditórios — detecção pontual com cobertura conforme NBR 17240 e atenção a ambientes de pé-direito alto.

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Comércios e Centros Empresariais

Lojas, escritórios, salas técnicas, áreas de servidor (CPD) — sensibilidade especial em CPD com detecção precoce VESDA quando aplicável.

Como Emitimos o Laudo de Sensor

Inspeção, ensaios funcionais e verificação geométrica do posicionamento conforme NBR 17240.

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Conferência Documental e em Planta

Análise do projeto aprovado e levantamento em planta da posição real dos detectores: verificação de espaçamento (máximo 9 m entre detectores), distância de paredes (4,5 m máx) e área de cobertura.

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Inspeção Visual

Verificação da fixação, altura, integridade da cúpula, identificação do detector na central, sinalização visual de status (LED), limpeza e ausência de obstruções (móveis, divisórias, cortinas).

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Teste Individual de Sensibilidade

Aplicação de gerador de fumaça (aerossol homologado) em cada detector, com cronometragem do tempo de atuação na central e disparo da sinalização sonora/visual. Registro individual em tabela.

4

Verificação de Cobertura por Ambiente

Cruzamento entre área dos ambientes e número de detectores instalados, considerando pé-direito (cobertura reduz com altura), divisórias internas e geometria irregular.

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Laudo, ART e Anexação

Emissão do laudo com planta marcada, tabela de detectores (modelo, fabricante, série, tempo de atuação), ART recolhida no CREA e anexação ao processo do AVCB no VIA-FÁCIL.

Itens Avaliados no Laudo de Sensor

Inspeção e ensaios cobertos pelo laudo conforme NBR 17240 e IT-19 do CBPMESP.

  • Tipo do detector e adequação ao risco do ambiente (óptico, iônico, multissensor)
  • Localização em planta com indicação de cada unidade
  • Área de cobertura individual (81 m² em pé-direito até 3 m)
  • Distância entre detectores (máximo 9 m) e de paredes (máximo 4,5 m)
  • Adequação a pé-direito alto (redução progressiva da cobertura)
  • Tempo de atuação no teste individual de sensibilidade
  • Identificação correta da zona/loop na central de alarme
  • ART do engenheiro responsável técnico

Atenção: detector mal posicionado = falha na detecção

Detector instalado em ângulo morto, próximo a difusores de ar-condicionado ou em área obstruída pode não detectar a fumaça em tempo hábil. A NBR 17240 prevê limpeza semestral e teste de sensibilidade anual — sem laudo o AVCB é negado.

Perguntas Frequentes sobre Laudo de Sensor de Fumaça

O que é o Laudo de Sensor de Fumaça?+
Laudo específico que atesta a conformidade dos detectores de fumaça (ópticos e iônicos) conforme NBR 17240 e IT-19 do CBPMESP — sensibilidade, espaçamento e integração com a central.
Qual a diferença entre óptico e iônico?+
Óptico detecta fumaça visível de combustão lenta (ideal para escritórios, quartos, lojas). Iônico detecta partículas finas de combustão rápida com chama. Hoje predomina o detector óptico.
Qual o espaçamento máximo?+
Conforme NBR 17240: 81 m² de cobertura por detector em pé-direito até 3 m, distância máxima de 9 m entre detectores e 4,5 m de paredes. Pé-direito alto reduz a cobertura.
Quem precisa?+
Toda edificação com PPCI prevendo detecção automática — hotéis, hospitais, escolas, comércios médios/grandes e edifícios verticais.
Como é o teste?+
Aplicação de gerador de fumaça em cada detector individualmente, com cronometragem da atuação na central e disparo das sirenes vinculadas.
Exige ART?+
Sim. ART de engenheiro eletricista ou eletrônico habilitado, registrada no CREA, é obrigatória para o laudo ser aceito pelo CBPMESP.

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